Cacilda
 

Flores Brancas

Texto João Fábio Cabral

Direção Fabiana Carlucci e Rogério Harmitt

Atrizes Luciana Caruso e Zezé Mota

 

Teatro do Centro da Terra - SP

Hoje às 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h13

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Brás Cubas - Leitura Dramática

O ator Cássio Scapin interpreta Brás Cubas,

no projeto Rios de Machado

Sesc Pompéia - Sala Memórias Póstumas - SP

Hoje às 21h15

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h15

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Z.É.

Eu nem sabia quem era, mas já tinha visto e apreciado demais o humor de Fernando Caruso no Bleecker, na Vila Madalena, em participação especial no show de Marcelo Mansfield, Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Oscar Filho. (Aliás, com Mansfield na Globo e Rafinha, Gentili e Oscar no "CQC", o que vai ser agora do stand up paulistano?)

E foi um susto quando Caruso entrou em cena com "Z.É. - Zenas Emprovisadas", no HSBC Brasil _aquele misto traumatizante de casa de shows com restaurante, no qual eu havia prometido não pisar mais depois de "Os Produtores". Entrou ao lado de Marcelo Adnet, que eu conhecia pelos vídeos on-line que os meus filhos adolescentes me fazem assistir, há meses.

Caruso, Adnet, mais Rafael Queiroga e Gregório Duvivier estavam estreando em palcos paulistanos, sexta passada, num espetáculo do qual se fala há anos como uma espécie de Terça Insana do Rio, em vertente um pouco diferente. Ganhou Shell.

São, os quatro, muito talentosos. Imagino que depois de seis, sete anos tenham desenvolvido ainda mais o potencial para a improvisação que já traziam, mas em cena, arriscando e explorando novos temas paulistanos, foram verdadeiramente assombrosos.

Não conheço a história de "Z.É", mas é evidente que tem como inspiração o programa americano "Whose Line Is It, Anyway?", que fez algum sucesso quando chegou ao Brasil via cabo, ao menos entre amigos meus, comediantes. A fórmula é exatamente a mesma. Os atores são instigados tematicamente por um apresentador convidado e pela platéia a criar imediatamente novas cenas, one-liners, canções. A origem remota é um programa inglês de rádio com Stephen Fry.

Duvivier e Caruso, cujos olhos, não sei se por maquiagem, fazem lembrar Marty Feldman, marcam principalmente pela linguagem, pelo que falam e como falam. Queiroga, pelo humor físico. Adnet, a celebridade do grupo, pela paródia musical, mas não só.

Na adaptação para a estréia paulistana, sobrou piada autoderrisória sobre o Rio e um quase excesso de louvor a São Paulo, mas sem chegar a se perder. É, de fato, uma trupe que sabe o que faz, até onde vai.

Entre muitos quadros mais ou menos espontâneos que foram se amontoando, o que me deixou maior impressão foi um arremedo de Mano Brown por Adnet, mas um Brown candidato, em campanha eleitoral. Foi impagável e preciso na caracterização, sabia o que estava fazendo. Pena que o público tenha se constrangido diante do personagem, naquela zona sul cercada de seguranças, a meio caminho do Capão Redondo.

Ainda espero ver Caruso e amigos em algum teatro de verdade, talvez para uma platéia de maior diversidade.

Escrito por Nelson de Sá às 22h28

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A Descoberta das Américas

Texto Dario Fo

Direção Alessandra Vanucci

Ator Julio Adrião

Teatro Cosipa Cultura - SP

Terças às 19h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h27

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Labirinto Reencarnado

Dramaturgia e direção Paulo Faria

Elenco Eduardo Gomes, Graciana Magnani,

Isadora Ferrite e Neusa Velasco

Sede Luz do Faroeste - SP

Segundas, sábados e domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h08

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Insônia

Le Plat du Jour

Atrizes: Carla Candiotto

e Alexandra Golik

Teatro Imprensa - SP

Quartas e quintas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h20

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Nossa Vida Não Vale um Chevrolet

Texto e direção Mário Bortolotto

Atores Fernanda D'Umbra, Aline Abovsky (óculos escuros),

Gabriel Pinheiro, Jiddú Pinheiro, Mario Bortolotto,

Paulo Jordão e...

... Laerte Melo

Espaço dos Parlapatões - SP

Hoje à meia-noite

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h16

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Lançamento Fotografia de Palco na Bienal do Livro

A palavra teatro é composta das duas palavras gregas

"theos" (Deus) e "iatros" (Médico) e significava originalmente

"um lugar onde se é curado mediante encontro com o divino".

Esse pensamento de Rüdiger Dahlke é recorrente em minha vida.

Hoje, 25 anos depois, meu primeiro livro publicado.

Contei com o luxuoso apoio dos pandeiros do

Prof. Danilo Santos de Miranda,

do Walter Macedo e da Isabel Alexandre.

Somada à batucada do Tuca e do Adalberto da Editora Senac,

da Leda e do Flávio do Laboratório Phototecpress.

Muito obrigada a todos vcs!

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h37

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Fotografia de Palco - 25 anos

Editora Senac e Sesc Edições

Lançamento na Bienal do Livro. Estande do SESC.

AMANHÃ, dia 20, às 20h.

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h13

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De Chevrolet a Opala

Já sabia pelo blog que Mario Bortolotto havia renegado a produção ou quase, afastando-se do que foi parar na tela, mas não conseguia compreender por quê. Como "Nossa Vida Não Vale um Chevrolet" voltou ao cartaz pouco antes de estrear o filme, fui a campo comparar, até porque tento entender há tempos o que afasta tanto o teatro e o cinema por aqui, desde sempre.

A primeira e crucial diferença salta aos olhos quase imediatamente.

O filme transforma os três irmãos, a irmã e o pai em vítimas. De "imperdoáveis" na peça eles passam a "mocinhos" no filme. E contra um "bandido" que, tornado monstruoso, não manipulador, mas um assassino, estuprador, o diabo, deixa as coxias onde passa a maior parte da peça para se arrogar em protagonista do filme.

Como em quase toda produção brasileira com viés urbano e pop, ao menos aquelas que pude ver, "Nossa Vida Não Cabe num Opala" se cerca de periferia, mas parece tirar seu maniqueísmo de algum manual hollywoodiano. Vide "Tropa de Elite" e seu ultrapopular e torturador protagonista, que agora corre mundo.

Mas este "Opala" nem é filme de ação, como poderia ser, a partir da peça. Resulta antes num melodrama, que também nem precisaria ser, mas aqui é empobrecedor.

O teatro de Bortolotto, como se sabe, é pleno de imperfeições. Com o tempo, os fios soltos se mostraram característicos de sua dramaturgia, parte da desesperança, do buraco, como em Sam Shepard, ao menos para mim.

Pois o roteiro ou a edição do filme, não sei identificar, une os fios, tenta explicar passagens que seria melhor deixar perdidas. E joga coisas como o estupro, imagino que em alguma referência de cinema nacional, mas cujo efeito é seqüestrar a trama.

Mas basta. É evidente que "Opala" também perde sem os ciclos de sarcasmo e prostração de Fernanda D'Umbra, mas Maria Luisa Mendonça e Maria Manoella se expõem lindamente, no filme. Milhem Cortaz e Léo Medeiros, também.

Vale pelos atores e atrizes, pelas diferenças de suas criações com a do próprio autor-ator em cena _e com a do grande Laerte Mello, melhor nesta encenação do que em tudo o que pude ver dele. Vale também pela passagem singularmente enriquecedora de Gabriel Pinheiro, no mesmo personagem, do palco para a tela.

A sensação é que, de certa maneira, o que salva o filme é o teatro.

Escrito por Nelson de Sá às 01h23

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Domingo de Cinzas

A cabine de luz e som.

Atores e Figurinos?

Um espetáculo de oito horas de duração.

Teatro Cultura Artística - SP 

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h17

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Love'n Blembers - Amor sem cenário

Direção e Dramaturgia Georgette Fadel

Elenco Andréa Pita, Daniela Duarte, Felipe Gomes Moreira,

Flavia Melman, Laura Fajngold, Leandro Feigenblatt,

Lu Brites, Luciana Paez, Otavio Dantas, Ravel Cabral,

Thiago Antunes

Cantora Claudia d'Orei

Iluminação Aline Santini

Teatro Sesc Paulista - 12º andar - SP

Sextas e sábados às 22h

Domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h54

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Hamlet

Com Marco Ricca foi assim também, se bem me lembro. Ator tornado produtor faz o que todo ator quer: Hamlet. Já houve tempo em que acreditava que era o certo. Do contrário, sem o desejo do ator, não seria possível ver "Hamlet" por aqui.

Ainda creio que sem o querer do protagonista não acontece a peça, aliás, qualquer peça. Mas é triste assistir à montagem de um texto que se conhece quase de cor, esperando, ouvindo, deixando-se envolver o mais possível. E chegar ao fim sem saber por que aquele texto foi encenado, hoje, 2008, no Brasil.

Pior, deixar o teatro com a sensação ruim, como acontecia com o Hamlet de Ricca, de que o ator merece todas as glórias, por seu esforço, pelo que alcança em tantas cenas, por carregar tamanha máquina, mas que a peça foi montada por esta simples razão: para o ator satisfazer o desejo.

Para afastar o pensamento, tentei comprender algumas das escolhas da tradução e da direção, ambas a cargo do sempre competente Aderbal Freire Filho. Duas em especial: o desdobramento da personagem do rei Hamlet, entre os atores todos, e a transformação de "the play's the thing" por "o teatro", no verso célebre.

Quando Hamlet compara o pai morto com o tio, no quarto de Gertrudes, a imagem que aparece para o contraste, na montagem, é de um grupo de atores. É o teatro que vence na montagem. A coisa é o teatro, exposto em coxias. Seria então o teatro o porquê da encenação.

Mas retorna o pensamento ruim, de que é o teatro que vence, ok, mas na opção do ator tornado celebridade; e já não consigo mais afastar a imagem.

Fica porém a impressão forte deixada por muitas cenas, com o Hamlet de Wagner Moura num crescendo de agressividade e violência que combina com a troca pontual do figurino, de claro para negro. É um Hamlet capaz de monstruosidades com Ofélia, Polônio, com Gertrudes. Antes um homicida, não suicida.

Falta o diálogo. De cabo a rabo, é um Hamlet que fala consigo mesmo, que ouve pouco _e a quem ouvem menos ainda.

A pouca expressão das personagens femininas, tão essenciais à tragédia, mais a opção por máscaras farsescas para Polônio e até Cláudio, sem falar do desencontro que é Príamo: Hamlet anda sozinho pelos corredores de Elsinore, encontrando conforto aqui e ali, com Horácio, talvez Rosencrantz.

PS - A certa altura, imaginei que este "Hamlet" buscaria retratar justiça e corrupção do tempo, em sua ponte para o aqui-e-agora. Não faltava nem uma ministra do Supremo na platéia. Mas ela deixou o teatro Faap no intervalo, enquanto a peça seguia por outro caminho.

Escrito por Nelson de Sá às 23h27

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Foi Carmen 2

Direção Antunes Filho

Elenco Lee Thalor (esq), Patrícia Carvalho, Paula Arruda (dir)

e Emile Sugai

Teatro Sesc Anchieta - SP

Última apresentação

Hoje às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h32

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Dois Perdidos numa Noite Suja

Mostra Plínio Marcos

Equipe Casa Laboratório

Atores :Leonardo Ventura e Marcelo Valente
Direção: Joana Levi e Laila Garin
Desenho de luz: Fabio Retti
Teatro da Universidade de São Paulo - TUSP

Até dia 17 de agosto

Sextas e sábados às 19h 

Domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h24

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PERFIL

Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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